Budapeste
Já um pouco enfastiados de Schitzel e chucrute, pegamos um barco no Danúbio e fomos rio abaixo até Budapeste.
Como todos sabem, o nome é fusão de Buda e Peste, outrora vilas independentes de cada lado do rio que se foram integrando aos poucos com a construção das famosas pontes da cidade. Embora algumas sejam bem bonitas, não são as originais; estas foram destruídas pelos alemães durante a 2a Guerra para conter o avanço dos soviéticos.
Toda a área urbana às margens do Danúbio é tombada pela UNESCO como patrimônio histórico mundial. Obras de manutenção, limpeza e restauração das fachadas se vêem por toda parte (o regime anterior era bem sujinho) e está tudo ficando bem apresentável. Destaque para o prédio do parlamento, o maior da Europa (segundo dados oficiais húngaros), que está metade preto e metade branquinho, devido aos trabalhos em andamento.
A cidade é bem arrumadinha e dá pra fazer tudo usando o transporte público, que é rápido e baratinho. Os húngaros também são simpáticos, via de regra, e não-raro estão dispostos a arranhar um alemão (claro, ou você estava esperando placas em inglês?) pra dar uma informação. É desnecessário lembrar que o húngaro é completamente incompreensível a menos que você tenha uma sólida base em Finlandês e Turco, caso em que você passa a enteder palavras como egyetem (universidade), kettö (dois) ou a freqüente utca (rua); quem achar que se vira reconhecendo as palavras de origem latina está totalmente perdido. Felizmente eu tinha feito um mini-curso de húngaro com meu amigo Robert e pude, em várias situações, identificar com precisão cada elemento da frase que eu não fazia a mínima idéia do que fosse.
(Veja entre as fotos, em breve, exemplos de coisas bizarras escritas em húngaro e tire você mesmo suas conclusões.)
(continua)
Sunday, August 29, 2004
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